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Assistência domiciliar : Conceito e evolução O aumento da expectativa de vida, associada às doenças crônico-degenerativas que não necessitam de internação, mas de cuidados gerais, vem proporcionando o crescimento de uma modalidade de atendimento chamada Home Care ou Assistência Domiciliar, tanto no âmbito público quanto no privado. No Brasil essa prática vem crescendo e visa prosseguir em nível domiciliar os cuidados hospitalares. Esse tipo de assistência surgiu com o objetivo de humanizar o atendimento ao paciente antes hospitalizado e de reduzir custos. É possível afirmar, que a questão econômica é um fator importante para o crescimento do home care em todo o mundo (Mendes Jr, 2000).
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Como objetivos principais, podemos observar: precoce desospitalização do paciente, promoção de auto-cuidado, treinamento do paciente ou cuidador frente às suas novas necessidades, adaptação e maior autonomia do paciente e seus familiares quanto as atividades da vida diária, educação em saúde, adequação e redução de custos sem perda de qualidade, prevenção precoce de complicações no domicílio, retomar o vínculo familiar e a rotina domiciliar. Abrange quatro diferentes modalidades: atenção domiciliar, atendimento domiciliar, internação domiciliar e visita domiciliar, com características, finalidades e objetivos específicos. As vantagens estão descritas no quadro 1 abaixo.
A atenção domiciliar é a modalidade de maior amplitude e é definida no Brasil, como um termo genérico, que envolve ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação, desenvolvidas em domicílio.A internação domiciliar é mais específica e envolve a presença contínua de profissionais no domicílio e o uso de equipamentos e materiais, operacionalizando o atendimento domiciliar. A visita domiciliar é pautada no contato com os profissionais, que observam a realidade do paciente em seu domicílio, no contexto de estrutura física e material ou de relações pessoais intra-familiares.O atendimento domiciliar é uma modalidade um pouco mais ampla, que envolve atividades profissionais realizadas diretamente no domicílio das pessoas, envolvendo o cliente e sua família. Isso porque os profissionais podem realizar atividades e procedimentos no domicílio, sem configurar o tratamento intensivo da internação domiciliar ou os objetivos de educação e levantamento de dados da visita domiciliar, constituindo o atendimento domiciliar propriamente dito.
Para que esse modelo de saúde cresça, os critérios de elegibilidade devem ser bem definidos e divulgados.
Esse texto terá continuidade no próximo boletim informativo.
Quadro 1- Vantagens da internação domiciliar
Pacientes e suas famílias
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Melhor atenção, participação e responabilidade |
Melhor rentabilidade de recursos disponíveis |
Incremento da eficácia e da efetividade mediante uma assitência mais humanizada |
Melhor qualidade de vida, intimidade e bem-estar |
Aumento em rotação e disponibilidade de camasAumento em rotação e disponibilidade de camas |
Uso mais eficiente dos recursos sanitários |
Assistência personalizada e mais humanizada |
Redução de permanências desnecessárias |
Possibilidade de integrar e melhorar as relações entre os diversos níveis assistenciais |
Educação para a saúde |
Redução nos períodos de internação |
Possibilidade de atenção: continuada, integral e multidisciplinar entre os profissionais de atenção primária |
Prevenção de desisserção social e hospitalismo psíquico |
Pressuposição de redução de custos |
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Menor risco de iatrogenia |
Possibilidade de melhorar os serviços |
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Fonte: COTTA, R.M.M.; VARELA SUAREZ,MM; Gonzáles, A.L> FILHO; JS; REAL ,E,R, RICÒS , A.D. La hospitalización domiciliaria: antecedente, situación actual y perpectivas. Rev. Panam Salud Public, V.10, n1, p45-55, 2001.
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