Os resultados mostraram que em 4.000 mil pacientes estudados , 12,4% apresentavam–se com desnutrição grave e 48,7 % com desnutrição moderada a grave. Estes índices aumentam conforme o tempo de internação. Após 15 dias , o estudo mostra que 65 % dos pacientes encontram-se desnutridos7.
Se por um lado, cresce o número de profissionais nas instituições, as técnicas de avaliação nutricional estão mais difundidas, porque os índices de desnutrição não tem diminuído significantemente? Uma das explicações para esses achados é que os pacientes com risco nutricional são tardiamente identificados e daí, surge a importância para que a intervenção dos cuidados nutricionais seja preparada e aplicada o mais rapidamente possível. Identificar esses pacientes que encontram-se em risco nutricional é o início desse processo8. Não há avaliação padrão para risco nutricional, mas questionários de avaliação Subjetiva Global, tem sido bem disseminados e são de fácil aplicação e baixo custo. Tão importante quanto diagnosticar esses pacientes, é intervir rapidamente no seu quadro. Após a categorização dos índices de desnutrição, o profissional de nutrição dará continuidade aos métodos da avaliação e prescrição nutricionais que serão definidos pela equipe de terapia nutricional ou pelos responsáveis por esses pacientes, levando-se em consideração os métodos acessíveis ao local de trabalho.
Uma vez detectados esses pacientes em risco, instituído a avaliação nutricional para acompanhamento, outra parte do processo extremamente importante é a definição de terapia nutricional a ser utilizada. O êxito do tratamento nutricional irá depender do valor calórico necessário para suprir as quantidades energéticas requeridas pela doença, seja através de nutrição oral, enteral ou parenteral. Várias técnicas são sugeridas para cálculos, mas as equações de predição são as mais práticas e de fácil acesso.
A nutrição oral, é sempre a primeira opção em relação a terapia nutricional, que pode ser combinada com a prescrição de suplementos nutricionais, afim de facilitar a ingestão calórica recomendada. Quando a ingestão oral não é suficiente , opta-se pela nutrição enteral, que visa a manutenção do estado nutricional em pacientes com impossibilidade parcial ou total de manter a via oral como rota de alimentação. Esta via deve ser prescrita sempre que o trato gastrointestinal estiver funcionante9. A escolha da formulação a ser utilizada é de extrema importância, na tentativa de manter ou recuperar o estado nutricional. A fonte dos nutrientes como proteínas, carboidratos e gorduras tem papel importante em relação a doença que o paciente apresenta. Desta maneira pode-se optar por dietas mais calóricas, com aporte protéico maior, que auxiliam na recuperação desse quadro nutricional em volumes menores,atingindo a quantidade de micronutrientes , pois outra preocupação em relação a rotina de alimentação enteral é: volume lume prescrito x volume infundido, que nem sempre estão de acordo.
Referências Bibliográficas:
1. Studley, ho. Percentage of weight loss, basic indication of surgical risk in patients with chronic ulcer. JAMA – j. med Assoc, Chicago, 106: 458-60, 1936
2.Stratton RJ, Hackston A, Longmore D, Dixon R, Price S, Stroud M, et al. Malnutrition in hospital
outpatients and inpatients: prevalence, concurrent validity and ease of use of the “malnutrition
universal screening tool” (MUST) for adults. Br J Nutr. 2004; 92(5):799-808.
3. Sungurtekin H, Sungurtekin U, Hanci V, Erdem E. Comparison of two nutrition assessment
techniques in hospitalized patients. Nutrition.2004; 20(5):428-32.3. Rubenstein LZ, Harker JO, Salvà A,
4. Waitzberg, D; Correia, MI; Caiffa, WT. Inquérito Brasileiro de Nutrição Hospitalar (IBRANUTRI). Revista Brasileira de Nutrição Clínica. São Paulo, 1998 v.13, n1, p 30-40, jan/fev/mar.
5. Naber TH, Schermer T, Bree A, Nusteling K, Eggink L, Kruimel JW, et al. Prevalence of malnutrition in nonsurgical hospitalized patients and its association with disease complications. Am J Clin Nutr. 1997; 66(5):1232-9.
6. Reilly JJ, Hull SF, Albert N, Waller A, Bringardener S. Economic impact of malnutrition: a model system for hospitalized patients. JPEN J Parenter Enteral Nutr. 1988; 12(4):371-6. 8. Peter JV, Moran JL, Phillips
7. Waitzberg, D; Correia, MI; Caiffa, WT. Inquérito Brasileiro de Nutrição Hospitalar (IBRANUTRI). Revista Brasileira de Nutrição Clínica. São Paulo, 1998 v.13, n1, p 30-40, jan/fev/mar.
8. Santos, A.C, Baxter, Y, Lopes, I. Avaliação Subjetiva Global como proposta de triagem nutricional.Monografia apresentada a Universidade Gama Filho para obtenção de grau em Latu Sensu. 1998.
9. Peter JV, Moran JL, Phillips-Hughes J. A meta analysis of treatment outcomes of early enteral versus early parenteral nutrition in hospitalized patients. Crit Care Med. 2005; 33(1): 213-20.
|